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Seguradoras melhoram eficiência na regularização de sinistros automóvel

As companhias de seguros regularizaram no ano passado 491.621 sinistros automóvel exclusivamente com danos materiais. O cumprimento dos prazos legais foi conseguido em 99,71% dos casos.

Depois de em 2008 terem conseguido um grau de eficiência de 99,69% no cumprimento dos prazos estabelecidos pelo Decreto-Lei N.º 291/2007 para regularização de 460.726 sinistros automóvel, as seguradoras conseguiram em 2009 um grau de eficiência de 99,71% para os 491.621 acidentes ocorridos. Um resultado que revela o grau de empenho do sector segurador no cumprimento das rigorosas imposições do decreto que transpõe para a legislação nacional a 5ª Directiva sobre o Seguro Automóvel e institui o calendário de regularização de sinistros automóvel.

De acordo com as informações compiladas pelo Instituto de Seguros de Portugal no último Relatório de Regulação e Supervisão da Conduta de Mercado, o cumprimento de cinco dos seis prazos previstos na lei é cumprido em mais de 99% dos casos. Assim acontece com o primeiro contacto para marcação de peritagens, que tem de ser feito em dois dias úteis após a recepção da participação de acidente, e que as companhias de seguros conseguiram cumprir em 99,52% dos casos durante o ano passado.

Assim aconteceu também com o prazo para conclusão das peritagens, nos oito dias úteis seguintes à sua marcação e que as seguradoras cumpriram em 99,89% dos processos. No caso da disponibilização do relatório de peritagem nos quatro dias seguintes à sua realização, o cumprimento deste requisito foi conseguido integralmente por todas as companhias, revela o ISP.

Ao abrigo da nova lei, as seguradoras são também obrigadas a comunicar ao segurado ou terceiro lesado se assume ou não a responsabilidade pela regularização do sinistro no prazo de 30 dias úteis a contar do primeiro contacto. Segundo o ISP, o cumprimento deste prazo foi, em média, 99,69%. Ainda mais eficiente (99,9%) foi o cumprimento do prazo de dois dias úteis após recepção de informação para comunicar a decisão final sobre assunção de responsabilidades.

Entre todos os prazos previstos na calendarização em vigor, e que o mercado cumpre com grau de eficiência acima dos 99%, o calcanhar de Aquiles está no cumprimento do prazo para pagamento da indemnização, cumprido em 97,81% dos casos. É o único prazo onde a média de cumprimento não está acima dos 99%, mas ainda assim num patamar muito elevado.

Os prazos em causa são respeitantes apenas a acidentes exclusivamente com danos materiais e são reduzidos a metade em caso de preenchimento de declaração amigável assinada por ambas as partes. Da mesma forma, os prazos duplicam em caso de ocorrência de factores climatéricos excepcionais ou da ocorrência de um número de acidentes excepcionalmente elevado em simultâneo.

O não cumprimento de qualquer um dos prazos sujeita a companhia de seguros a uma coima aplicada pelo Instituto de Seguros de Portugal. Foi, no entanto, ao longo do ano passado que o instituto regulamentou o processo de reporte desta informação, nomeadamente substituindo o reporte quadrimestral pelo reporte semestral. Além disso, os relatórios de incumprimento de prazos passaram a estar sujeitos a audição prévia dos operadores visados, para detectar eventuais incorrecções no reporte.

O ISP procedeu ainda a duas acções de inspecção, visando os procedimentos implementados para regularização de sinistros, que culminaram com a recomendação do ISP para as empresas em questão investirem mais nestes procedimentos, nomeadamente através da melhoria de meios informáticos e de formação dos seus recursos humanos. Em causa estavam a falta de fundamentação na comunicação sobre assunção de responsabilidades, a utilização indevida dos fundamentos previstos na lei para o não cumprimento de prazos, a desadequação informática do reporte de sinistros e a inclusão do mesmo sinistro em reportes diferentes.

Oje 15-04-2010

 

Generali consegue melhor resultado de sempre em Portugal

O resultado líquido da Generali em Portugal ascendeu a 11,1 milhões de euros no ano passado, quase o dobro do registado em 2008, e o mais alto de sempre devido à melhoria da eficiência, disse ontem a seguradora.

"A manutenção dos rácios de sinistralidade em níveis razoáveis e a forte aposta na melhoria contínua de processos e eficiência na gestão do serviço prestado, foram determinantes para a obtenção deste resultado, numa conjuntura marcadamente negativa para a indústria seguradora", realçou em comunicado.

A Generali anunciou que, no Ramo Vida, os lucros ascenderam a 2,2 milhões de Euros, enquanto que nos Ramos Reais o valor atingido foi de 8,9 milhões de euros.

"Nos Ramos Reais o crescimento da facturação foi de 159,5% e no Ramo Vida de 187,2%. A Generali mantém-se, desde há vários anos, como uma das empresas que mais cresce nos Ramos Reais. A quota do mercado da Generali nos Ramos Reais é agora de 3,4%, no Ramo Vida a quota da Generali passou dos 0.20% em 2008 para 0.27% em 2009", salientou a empresa.

Oje 21.04.2010

 

4% dos seguros automóvel vendidos por telefone e internet

As quatro operadoras que vendem seguros automóvel exclusivamente por telefone e internet detêm 4% da quota de mercado deste ramo, deixando os restantes 96% nas mãos de mediadores e agências de captação directa das companhias de seguros.

Trata-se de uma subida muito ténue de quota de mercado na venda directa de seguro automóvel, que já no ano passado ficou muito perto dos 4% e que este ano não deverá ultrapassar muito este indicador. A produção provisória do Instituto de Seguros de Portugal aponta para uma quota total de 4%, repartida entre a Via Directa, a Seguro Directo, a Logo e a N Seguros, embora as companhias acreditem que os valores definitivos possam apresentar uma ligeira subida de décimas. Ainda assim, os resultados demonstram que os consumidores lusos dão clara preferência à subscrição acompanhada pessoalmente por um profissional do sector, seja ele mediador de seguros ou funcionário de uma companhia. Quanto à venda directa, é crescente o número de utilizadores que realiza toda a operação de subscrição online, quando inicialmente a operação era começada na internet e concluída via telefone. Com 33 milhões de euros em prémios, a Via Directa, do grupo Caixa Geral de Depósitos, que opera sob a marca OK! Teleseguros, mantém a liderança da venda directa de seguros, ocupando a 13ª posição no ranking nacional do ramo, com uma quota de mercado de 2%. O segundo maior operador de venda directa continua a ser a Seguro Directo, do grupo AXA, embora com uma quebra acentuada de produção, da ordem dos 38%. As contas do supervisor apontam para que a Seguro Directo feche o ano 2009 com uma produção de 15 milhões de euros e uma quota de mercado de 0,9%.

A Logo, do grupo Espírito Santo, protagoniza a maior subida do ramo (177,3%), com uma produção provisória superior a 10 milhões de euros em seguro automóvel. A Logo detém agora uma quota de mercado de 0,6%, ligeiramente acima dos 0,5% do mercado detidos pela N Seguros, entretanto adquirida pelo grupo Montepio. A N Seguros fecha 2009 com pouco mais de 9 milhões de euros de produção e uma subida de 60,4% face ao ano anterior.

Oje 18.02.2010

 

Seguradora Sagres passa a Macif Portugal e quer reequilibrar resultados

A Companhia de Seguros Sagres passou a chamar-se Macif Portugal, uma mudança a que se junta o objectivo de reequilibrar os resultados e crescer no mercado nacional, anunciou hoje a empresa.

 

Num encontro com a imprensa, em Lisboa, o presidente da Macif Portugal e o director-geral, Jean-Paul Greard e Manuel António Silva, respectivamente, explicaram que o grupo francês, com a maioria do capital da companhia desde início de 2009, detectou que a Sagres tinha uma "imagem menos positiva" no que respeita à qualidade do serviço prestado.

Desta forma, surgiu a decisão de adoptar o nome do grupo mutualista francês que comprou grande parte da participação da Fundação Oriente. No entanto, cerca de 20% do capital continua a ser de entidades portuguesas, incluído alguns sindicatos, como a UGT.

Além de apostar na qualidade de serviços, a Macif tem como objectivo "o equilíbrio financeiro da companhia que está deficitária neste momento", uma meta a atingir o mais rapidamente possível, afirmou Manuel António Silva, sem especificar valores.

Os parceiros do âmbito da economia social mantêm-se, o que foi realçado pelos responsáveis da Macif já que a entidade francesa é uma mútua de seguros. A área do automóvel é a mais representativa no volume de negócios, com 37,3%.

Actualmente, a Sagres tem entre 190 e 200 mil segurados, um número semelhante aos entre 180 a 200 mil segurados portugueses em França.

Oje 30.03.2010

 

Governo anunciou desistência da compra da Cosec

Quase um ano depois de ter anunciado a "nacionalização" da maior seguradora de crédito do país, a Cosec, o Governo anuncia a desistência da compra da companhia.

José Sócrates, afirmou ontem, no Parlamento, que as exigências feitas pelo sócio francês, que detém 50% da companhia, eram inaceitáveis. A opção estratégica do Governo passou por fazer acordos com as instituições financeiras que resultaram na modalidade OCDE II.

Com este modelo, indica a Lusa, foram eliminados os limites de seguro por empresa exportadora e que aumentou até dez vezes os montantes máximos garantidos por importador estrangeiro. A operação Cosec arrancou em Maio do ano passado, com o Governo a anunciar a compra da empresa. No entanto, o acordo existente versava apenas sobre 50% da companhia, a parte do BPI, tendo sido acordado um valor de 27,5 milhões de euros.

Em contraste, a posição do sócio francês Euler Hermes sempre se mostraram difíceis e o negócio foi-se atrasando, com ambas as partes a atribuírem o ónus do atraso no negócio final. No mercado financeiro, as informações indicavam que os franceses tinham pouca vontade em alienar.
As condições terão sido mais penalizadoras do que as do BPI, tendo em conta que a Cosec estaria a usar as bases de dados que o grupo Euler tem sobre o risco de crédito de vários mercados e empresas internacionais.

Oje 01.04.2010

 

ISP vai lançar gestão de reclamações online para acelerar respostas

O Instituto de Seguros de Portugal (ISP) pretende que o tempo de resposta das seguradoras às reclamações dos seus clientes seja encurtado e vai lançar um projecto de gestão de reclamações online.

 "Temos um projecto que vai avançar em breve relativo a matérias de conflitos e reclamações", revelou hoje o presidente do ISP, Fernando Nogueira, explicando que o objectivo é dar "maior celeridade ao tratamento das reclamações".
 
A iniciativa visa acabar com a utilização de papel nos temas relacionados com reclamações e conflitos entre seguradoras e clientes, o que permitirá acelerar e simplificar os processos.
 
"Vai ser um formato transparente e claro", frisou Fernando Nogueira, admitindo que o sector segurador tem sido visto ao longo do tempo como "muito conflituoso".
 
O ISP apresenta hoje o "Relatório de Regulação e Supervisão da Conduta do Mercado", pelo segundo ano consecutivo, depois de ter divulgado pela primeira vez o documento em 2008.
 
Para 2010, Fernando Nogueira disse que o ISP tem "objectivos muito altos" no sentido de garantir que o sector dos seguros e dos fundos de pensões apresente "um desempenho de maior qualidade e com transparência".

Oje 25.03.2010

 


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